quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Nota do CAEL sobre a “consulta nacional” do PROIFES

O CAEL, Coletivo Andes em Luta, manifesta seu repúdio à “Consulta Nacional” do PROIFES, que tenta dar legitimidade à esta entidade pelega na negociação salarial com o governo.

 Somente o ANDES-SN nos representa! Todo apoio à campanha de boicote à “Consulta Nacional”!



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Em defesa da universidade pública

Carlos Zacarias de Sena Júnior 

Em artigo publicado no último dia 20, o colunista de O Globo, Carlos Alberto Sardenberg, afirmou estar “em curso um cuidadoso trabalho de destruição das universidades federais”. De fato, em 2015, mais de R$ 10 bi foram retirados do orçamento do MEC, algo agravado com o corte de 75% das verbas das pós-graduações anunciadas pela CAPES. Por conta disso, diversas instituições pelo país anunciaram a impossibilidade de continuarem funcionando, inclusive a UFBA que já acumulava um passivo de cerca de R$ 30 milhões.

A crise nas Instituições Federais de Ensino (IFE) provocou a acertada iniciativa do reitor da UFBA, João Carlos Salles, que promoveu um ato público em sua defesa ainda em maio. Também em editorial “Em defesa da UFBA” (30/05), A Tarde engrossou o coro, apontando a necessidade de que as forças políticas do estado juntassem esforços com estudantes, servidores e docentes em busca de “soluções, junto ao governo federal, de forma a sanar o déficit sem que seja sacrificada uma instituição que tantos serviços têm prestado”. Ainda segundo A Tarde, caberia sensibilizar a sociedade “sobre a importância de juntar-se a essa luta em defesa da integridade e da qualidade de ensino da UFBA como insubstituível patrimônio da Bahia”.

Passados quase 90 dias de toda essa movimentação e a situação não se reverteu, mas se agravou, implicando na paralisação de quase 50 Instituições pelo país. O agravamento do quadro descrito levou o colunista de O Globo a apontar como “principais responsáveis” pela destruição das universidades federais, não o governo Federal, mas os “professores, funcionários e alunos que promovem longas greves todos os anos”. Para Sardenberg, que é membro do Instituto Milênio, a paralisação das IFE é um movimento dominado por militantes que impõe sua agenda sobre a inércia da maioria. E servidores e docentes, no final das contas, nem mesmo aceitam “conversa sobre eficiência, ganhos de produtividade, avaliação de desempenho e mérito para subir na carreira”.

A situação é calamitosa, mas não pelos motivos apontados pelo ideólogo liberal, que pelo visto não está muito informado sobre o funcionamento das universidades e as estruturas de carreira dos seus servidores. Na medida em que o governo, através do MPOG e do MEC, se recusam a apresentar saídas que signifiquem a reversão dos cortes orçamentários e uma necessária atenção à situação dos salários de trabalhadores das IFE, o impasse não tem data para terminar. Ainda mais porque servidores de várias categorias somaram esforços para pressionar o governo a rever sua indecorosa proposta de reajuste de 21,3% divididos em quatro anos.

É verdade que o período letivo será postergado e que haverá prejuízos para a comunidade universitária. Mas não parece que a qualidade das IFE tenha diminuído em função das greves, pois se se considera que nenhuma instituição privada no Brasil se equiparou em qualidade às universidades públicas, não são as greves os seus principais problemas, mas a falta de orçamento adequado que prejudica o bom funcionamento da pesquisa, do ensino e da extensão que compõem o tripé da universidade brasileira.

 ( A Tarde, 24/08/2015)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Universidades Estaduais Baianas: Greve vitoriosa chega ao fim






A greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), após 86 dias de luta em defesa da educação pública superior e da garantia dos direitos trabalhistas chegou ao fim nesta quinta-feira (06). Na reunião desta manhã o governo Rui Costa não resistiu à força do Movimento Docente (MD), assinou o acordo com as conquistas dos professores, arrancadas do governo na mesa de negociação. Durante todo o processo o MD contou com o importante apoio dos coletivos do Movimento Estudantil das Ueba.

As assembleias gerais dos professores de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, diante de todas as conquistas conseguidas na mesa de negociação, de maneira responsável, autorizaram os representantes das Associações Docentes a assinar o vitorioso termo de acordo. Com o final da greve agora o momento será de discussão sobre o calendário e retomada das atividades acadêmicas o mais breve possível.

A luta conjunta de professores e estudantes obrigou o governo a se comprometer em não realizar cortes e contingenciamento orçamentário nas Ueba, até o final do ano. Com as reivindicações, que acontecem desde antes da greve, o governo também se viu obrigado a devolver os recursos das cotas mensais do orçamento, que haviam sido retiradas no primeiro trimestre de 2015.


Leia mais no site da ADUNEB.

O perigo do FUNPRESP


Leia matérias disponíveis no site da CSP-CONLUTAS




Leia aqui a cartilha elaborada pelo -sobre o FUNPRESP

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Afinal, a quem o PROIFES representa?

O PROIFES criou uma coordenação Nacional de Mobilização, que esteve em Brasília na semana passada, desempenhando tarefas. A vice-presidente da APUB participou destas atividades, embora nenhuma assembleia da APUB tenha deliberado nesse sentido. Alguém poderá argumentar que nem o estatuto da APUB nem o do PROIFES exige consulta à assembleia. É ruim que seja assim. As assembleias da APUB tem, nesta greve, eleito delegados ao Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, portanto diversos professores da UFBA cumpriram tarefas em Brasília com respaldo da base de professores.

Mas o que esteve fazendo essa comissão do PROIFES em Brasília? De acordo com o site da APUB, no dia  ao dia 01 de julho, a comissão participou de reunião ordinária da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para solicitar apoio à pauta de reivindicações. Acontece que os documentos entregues aos deputados foram a proposta de carreira e salários e a pauta protocolada pelo PROIFES, que prevê um acordo salarial parcelado em 3 anos. Isto contraria a deliberação da assembleia dos professores da UFBA, que rejeitou a realização de acordos plurianuais. Portanto, não era o desejo dos professores da UFBA que estava expresso nas atividades da comissão do PROIFES, mesmo que desempenhadas pela vice-presidente da APUB. Afinal de contas, a quem mesmo o PROIFES representa?

SINASEFE e FENASPS também entram em greve

Mais duas entidades de Servidores Públicos Federais entram em greve nos próximos dias. A Plenária Nacional Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica aprovou neste final de semana o início da greve para o dia 13 de julho. A FENASPS, entidade que reúne Trabalhadores do INSS, Saúde, MTE, Anvisa e Previdência entra em greve no dia 7 de julho. Somam-se, assim, ao ANDES-SN, FASUBRA e FENAJUFE, que já se encontram em greve. O movimento cresce entre os SPF - é preciso agora construir a greve geral!






quinta-feira, 2 de julho de 2015

Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública no dia 7

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Leia nota do site do ANDES-SN:

Entidades realizam Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública no dia 7

Antes, no dia 6, acontecerá Reunião da Educação Federal

ANDES-SN, Fasubra, Sinasefe, Anel e Oposição de Esquerda da UNE se reuniram nesta quarta-feira (1), na sede do Sindicato Nacional em Brasília (DF), para organizar os últimos detalhes dos dois grandes eventos da educação pública na próxima semana: a Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública, que ocorrerá dia 7, e a Reunião da Educação Federal, que acontece no dia anterior.

As duas atividades fazem parte da grande mobilização da educação federal contra os cortes orçamentários e por mais investimentos públicos na educação pública. Para os docentes federais, em greve há 34 dias, elas têm um caráter especial, pois representam a unidade na luta entre a categoria e os demais membros da comunidade acadêmica em um grande ato nacional.

A Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública tem sua concentração marcada para às 9h do dia 7 de julho, em frente à Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. De lá, os manifestantes seguirão rumo ao Ministério da Educação (MEC), onde demandarão audiência com o ministro Renato Janine Ribeiro para pedir a reversão dos cortes orçamentários e mais investimentos.

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fórum dos SPF) se somará à manifestação. Em seguida, a caravana seguirá até o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), onde, às 14h, os servidores federais terão mais uma reunião para discutir sua pauta de reivindicações.

A diretoria do ANDES-SN ressalta a importância da categoria se organizar para estar em Brasília durante os dois dias e pressionar o governo federal para reverter os cortes na educação pública e negociar com os SPF. As regionais do ANDES-SN, articuladas com as seções sindicais, estão empenhadas na construção da caravana e devem ser contatadas para mais informações.

Reunião da educação federal
A Reunião da Educação Federal ocorrerá no dia 6 de julho, a partir das 9h, no Brasília Imperial Hotel. Pela manhã haverá uma mesa de conjuntura com falas das entidades organizadoras. Pela tarde os presentes se dividirão em grupos de trabalho para debater a situação da educação pública e, especialmente, os cortes orçamentários. Em seguida, haverá um repasse dos debates dos grupos e a aprovação de um manifesto – que será lançado no dia seguinte, durante a caravana.